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Tuesday, 07 de November de 2017 - portalriomaina@live.com

Economia

Mercados externos: oportunidade para crescer na crise

Mercados externos: oportunidade para crescer na crise

Agradando tanto empresários conservadores, quanto arrojados, entre os países mais cobiçados para negociações permanecem clássicos, como a China, Estados Unidos e Argentina. Tendências da América Latina, como, Chile também já começam a atrair olhares e investimentos dos empresários da região. “Em Criciúma, entre janeiro e outubro, de tudo que foi importado, 21 % é da China. Já em exportação, é comum, por logística e pela facilidade no idioma, empresários preferirem ficar na América Latina e por isso mesmo a Argentina é dona de 18% de nossos produtos exportados e em primeiro lugar os Estados Unidos, com 19%”, afirma a especialista em Comércio Exterior e gerente comercial da Open Market, Paula Mattei.

Após inaugurar a rota Ásia, em setembro, o Porto de Imbituba vem sendo um dos principais responsáveis por suprir as negociações, especialmente entre China. “Só no primeiro mês de operação da linha, cinco grandes embarcações com destino ao continente asiático passaram por Imbituba, o que dobrou a movimentação mensal de contêineres. Ente os produtos de Criciúma, pigmentos, polímeros de estireno, e alumínio em formas brutas são os principais produtos importados. Já na exportação, ladrilhos e placas para pavimentação, revestimentos cerâmicos, esmaltados estão no topo”, detalha ela.

O incentivo às exportações e importações vem da necessidade de buscar novos mercados, frente à crise interna. Enxugar custos, incrementar a produtividade. Essa continua sendo a receita infalível para muitas empresas que vêm fazendo verdadeiros malabarismos para se manterem competitivos em meio ao um cenário de instabilidade econômica. Independentemente do tipo de escolha e país, há um consenso entre empresários de que investir em novos mercados é sinônimo de uma companhia saudável e competitiva. “Três grandes pontos são fundamentais, buscar novos fornecedores, que possibilitem novas tecnologias e modernidade aos produtos. Os outros pontos são os preços e a qualidade, é possível conseguir preços mais atrativos e qualidade superior lá fora”, aponta Paula. “Já na exportação, é uma oportunidade para não depender somente do mercado interno e aumentar a lista de clientes””, completa ela.

De olho no mercado


Mudanças globais estão aos poucos dando sinais de novos mercados em destaque. “Já estamos vendo uma movimentação em mercados chineses, especialmente nas questões de subir custos por conta de regras ambientais e trabalhistas. Então mercados próximos como Índia e Paquistão nos próximos cinco anos vão começar a se destacar”, detalha Davi. “Já na exportação, é importante ficarmos de olho em Colômbia e México. Para quem quer novos mercados lá fora, esses estão despontando”, arremata ele.

“O Chile é o país com melhor crescimento de PIB em 2016 aqui na América Latina, boa renda per capita e a indústria nacional é fraca, ou seja, eles dependem muito de importação. Outro ponto é que eles ainda estão concentrados em negociações com o eixo RJ-SP-MG e Santa Catarina está começando a mostrar seu espaço e importância. É uma grande oportunidade”, sinaliza o executivo comercial da Open Market, Davi Campos.

Texto: Bárbara Barbosa - Assessoria de Imprensa Open Market