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Saturday, 01 de August de 2015

Giovani Felipe

Sociedade e çosiedade

Nos últimos dias e meses venho acompanhando manifestações e debates em vários assuntos que me deixam formigando de raiva e querendo manifestar-me. Independente de credo político e religiosos os comentários a seguir envolvem a todos, pois todos no momento se acham que estão acima de tudo e todos.

Meu dever é falar não quero ser cúmplice, já dizia Zolá. Tentarei ser imparcial, não defendendo lados, entretanto me posiciono do lado daqueles mais humildes e prejudicados nesta história: O trabalhador e o cidadão comum que constrói uma sociedade mais justa e igualitária com S e c.

Recentemente houve uma tal de parada gay, todos parecem já esquecer o assunto, todavia, a repercussão foi enorme. Um adepto e simpatizante a causa LGBT saiu “crucificado” em vários sentidos. Sou a favor a liberdade e direitos iguais, sou a favor as minorias e aos perseguidos, apoio a causa não apenas por ser professor de história, mas por acreditar que sociedade justa e igualitária se faz com respeito.

No caso em questão mesmo apoiando a causa, não dá para concordar com a atitude infeliz e impensável do cidadão. Não precisava fazer daquela forma. Fez algo correto(reivindicar por direitos) da forma errada. Mas a pergunta que fica, o que mudou na vida do cidadão comum?

Outro acontecimento meio que já esquecido, foram as manifestações de um pastor contra um ex presidente. Que fato chato. Política e religião estão juntas, porque ambas buscam por aquilo que o sistema mais oferece as instituições: lucro e riqueza. E o cidadão comum dizimista alimenta ambos. Alimenta o pastor e padre. Segundo a igreja medieval haviam três tipos de homem: O que trabalhava (servo), o que mandava (senhor feudal) e o que rezava (igreja).

Não mudou muito nos dias atuais. A diferença é que todos, nos dias atuais, querem mandar e rezar e ninguém mais quer trabalhar. O que ocorre? Choque de interesses. Quem tá certo na história em questão? Ninguém! Quem paga a conta? Eu, você, ele, nós, vós, eles, que ainda por cima ficam brigando para ver quem está correto.

Corrupção, assunto mais que debatido e mencionado e falado e discutido e… E nada, na verdade é busca por poder e nada mais. O problema é o poder. Todos querem ser o que manda, ninguém quer mais rezar e trabalhar, querem apenas o poder. O partido dos trabalhadores tentou e fez muita coisa boa, todavia do jeito errado. Precisaria de duas Petrobras para continuar a comprar votos e votar questões que fossem relacionados ao trabalhador e ao povo.

O sistema é falho. O sistema é errôneo, o resultado mais uma vez quem paga são todos os pronomes. E a sociedade que se constrói é agora é çociedade. Errado, tudo errado. Quem vai mudar não é A nem B se não mudar o sistema, continuará tudo antes no quartel de arantes. Só vai mudar o nome de quem manda e assim...

Contudo, embora não se consiga mencionar tudo em um único artigo acredito que nem tudo está perdido e por isso termino com outro ponto: A sociedade em que vivo. É evidente que há algo de errado, mas o Brasil sempre foi sinônimo de algo errado, todavia a muita coisa boa que aconteceu e acontece e parece que todos esqueceram. As vezes olhando os noticiários, parece que vivo em um inferno e não é isto.

Um bom historiador não pode jamais generalizar algo ou alguma coisa, mas não precisa ser historiador para compreender que não está tudo ruim. A vida melhorou e muito e nossa região continua sendo feita por homens e mulheres privilegiadas(os).

Temos que nos lembrar dos bons tempos, dos bons momentos, e vamos terminar assim, com as coisas boas que nos acontece todos os dias. E não esquecer que no momento não importa quem: manda, reza e trabalha, mas sim que o respeito vêm em primeiro lugar.