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Tuesday, 24 de March de 2015

Giovani Felipe

O Brasil que queremos e um Brasil que temos!

Ser profissional de História neste Brasil não é fácil, defender algumas ideias e princípios muito menos. Na realidade as pessoas enxergam o profissional ligado a área da História como um: revolucionário, comunista, socialista, anticapitalista, petista, rebelde e outros termos mais. Não generalizando, porque este não é nosso papel, mas é assim que somos vistos por um grande número de pessoas, entretanto, o que se busca é um país mais justo e fraterno, um Brasil com mais tudo...

Em meio a este clima pesado que se alastrou em nossa nação, em meio a problemas de insegurança que nossa cidade passou, é necessário algumas reflexões e posicionamentos, até porque, cada qual têm uma profissão e um papel a cumprir em nossa sociedade. Viver em um país melhor é um pensamento de todos. Todavia, o Brasil que desejamos é diferente do Brasil que temos, há, e isto é uma questão cultural que para melhor entender têm que estudar a História do Brasil e do mundo.

Criciúma passou por dias conturbados e problemáticos no quesito segurança, quando emitimos nossa opinião não é baseado em um achismo ou algo do gênero é baseado em estudos sociais e em estudos históricos. Defender algumas ideias, não é ser revolucionário é ser ético. Então vamos lá. Perguntava para meus alunos, qual o papel da polícia? Muitas foram as respostas, mas ninguém acertou e poucos conhecem. O papel da polícia, um uma sociedade capitalista é defender a propriedade, quando esta propriedade está em cheque, o papel é defender, custe o que custar. Não estou aqui para defender bandido e nem polícia, como falei “meu dever é falar não quero ser cúmplice”, como dizia Zóla.

Os acontecimentos e ações cometidos pela polícia e frases do tipo: “bandido bom é bandido morto”, só vale se este bandido for pobre, negro e favelado e isto não é igualdade. As ações da polícia devem ter uma reflexão no sentido social e algumas perguntas devem ser feitas. Por que não atacar de forma violenta os bandidos, ladrões de uma elite que vive de aparências? Por que não agir desta forma quando o contraventor mora em bairros nobres das grandes cidades e é político que rouba quantias milionárias maiores que as quantias de caixas eletrônicos? Devemos sempre buscar por justiça em todas as esferas. Outro questionamento e reflexão necessária, diz respeito a dignidade e valor a vida.

Nem todos os que moram no São Francisco, Paraíso e Boa Vista são traficantes e bandidos, não podemos generalizar, jamais. Isto é fraternidade, somos iguais e todos devem ter em primeiro lugar é respeito.

De forma resumida e clara, o que se defende é o valor a vida, independente de cor, raça, língua e religião, o que se busca é uma sociedade mais justa e fraterna sem diferenças sociais, que cada qual tenha seu lugar, voz e vez e isto não é socialismos, é justiça social. Isto foi tudo o que não ocorreu em Criciúma em todos os sentidos. Um Brasil que queremos começa por uma cidade que temos.

Quanto ao Brasil e os últimos acontecimentos. Não defendo o Governo, defendo realidade, do ponto de vista da história e isto é Ciência, ou melhor Ciência social. Nunca discutirei fórmulas e soluções químicas com um professor de química, porque não sei e não entendo, mas sobre história e sociedade, há isto, baseados em estudos científicos defendo e não é um ponto de vista é uma afirmação.

O Brasil, de acordo com a imprensa televisiva e demais meios midiáticos, estão mostrando um país que desejamos e não um Brasil que temos. De acordo com as notícias, parece que estamos em um país quebrado, falido, miserável e não é assim. Recentemente presenciei uma família, que tinha no último mês acabado de ir para uma casa própria, pagaram R$ 5.000,00 de entrada, casa e terreno, quanto a mobília, foram até uma unidade da caixa adquiriram um cartão Móveis Card R$ 8.000,00 para comprar os móveis. Esta família enche a boca para criticar o governo, errado.

É evidente que não está bom, agora está ruim para quem? Quando tínhamos uma situação descrita acima em nossa nação? Não temos um Brasil justo e igualitário, têm que se mudar e melhorar muita coisa para chegar em um país que agrade a todos, mas isto é culpa de 500 anos que fomos uma: Colônia, uma monarquia e um “protetorado” norte-americano.

O jeitinho brasileiro está impregnado na sociedade de modo geral e é preciso não de impeachment e sim de uma reforma política em todos os níveis e sentido. Na democracia é a decisão da maioria que tem que ser respeitada. Não está bom, articule-se, manifesta-se, quatro anos sempre chegam e vai votar.

Agora não adianta hum milhão e meio de pessoas irem as ruas e vinte e sete milhões não ir votar. É votando, que construiremos um país melhor e o que se viu nos últimos anos foram algumas medidas para isto, mas fizeram muitas coisas boas do jeito errado, porque a estrutura é errada ms isto é outra história...

Giovani Felipe é Historiador formado pela Unesc e tem responsabilidade total em seus comentários, isentando o Portal Rio Maina e o Jornal Santa Luzia de quaisquer sanções civis ou criminais.