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Thursday, 16 de March de 2017

Gildo Volpato

Educação: a grande possibilidade de revolução

Penso que nunca nos pareceu tão claro e evidente que o que pode transformar e fazer avançar o nosso país, naquilo que ele realmente precisa, é a Educação. Esta, provavelmente, seja a grande REVOLUÇÃO necessária que possa encaminhar o Brasil para os próprios trilhos.

Os trilhos da Nação Brasileira como um todo, não deste ou daquele grupo ou segmento social, não desde ou daquele partido político. Somente a educação formadora, transformadora, conscientizadora pode fazer o Brasil cumprir seu destino de grande Nação.

Temos recursos naturais, talento humano, riqueza cultural, criatividade, versatilidade, coragem, persistência, mas nos falta vontade política para investir no essencial e deixar o Brasil crescer. Uma educação que varra e lave a mancha profunda da corrupção, o egoísmo e a ignorância que percebemos ao longo de nossa história.

Sabemos que a educação sozinha não transforma o país, mas não haverá transformação em nosso país sem ela. Só a educação pode abrir caminhos para a recuperação e o desenvolvimento nacional.

Educação em todos os níveis. Educação básica, fundamental, média, superior e pós-graduação. Uma educação que prepara o futuro, que forma para o mundo do trabalho e para o exercício da cidadania plena. Uma educação que forma cidadãos éticos, virtuosos e generosos, com alto grau de senso crítico, empoderados pelo conhecimento, mas movidos pela responsabilidade social, pelo sentimento e pela convicção da importância da solidariedade em uma Nação que precisa buscar a felicidade para todos.

Evoco estas palavras em um momento no qual estamos realizando as formaturas de centenas de jovens que concluem sua formação em nível de graduação nos mais diversos cursos e áreas de conhecimento.

A cada formatura ou colação de grau, é uma emoção radiante; é uma força na esperança de ver um Brasil melhor. Já disse muitas vezes e de diversas formas: Este rito de passagem que chamamos colação de grau é um rito pleno de valores. É quando a universidade concede a chancela de exercerem a profissão que escolheram e entrega à sociedade cidadãos em condições de exercerem sua profissão com responsabilidade social e senso comunitário, imbuídos de atitudes solidárias e de consciência ambiental.

Há muito a academia já reconhece a importância da formação e orientação pessoal, cidadã e emocional na construção desse profissional de formação superior. Por isso reconheço no rito de colação de grau o sentido de coroação de um processo de construção e que se constitui na passagem para uma presença mais efetiva e mais plena de responsabilidade diante da sociedade.

É um momento de comemoração, mas também de reflexão, de reconhecimento e de preparação para novos compromissos, missões e desafios. É um rito que, muito além de nossos interesses pessoais, deve focar em nossa consciência de coletividade e de interdependência. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”, sublinha o educador Paulo Freire.

É nessa linha que sonhamos e fazemos Educação.

Com vistas a uma ação cidadã mais efetiva e responsável. Também com vistas à formação e a um novo ser humano, mais completo, mais inteiro, mais integral, excelente do ponto de vista técnico científico, mas que tenha sensibilidade e inteligência emocional para perceber sentidos mais amplos de evolução e de prosperidade por meio dos quais não se imagine só, e sim se sinta junto, unido e responsável pela sociedade como um todo.

É esse meu desejo a todos os formandos.