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quarta, 02 de maio de 2012

Jucemar Rampinelli

É INADMISSÍVEL...

Esta pequena frase, de grande força exclamativa, foi usada pela nossa presidenta (ela quer que assim falemos) no discurso do dia 30.04, congratulando-se com todos os trabalhadores brasileiros no dia 1° de maio – Dia do Trabalhador.

Acredito que não tenha passado despercebido as inúmeras vezes em que nossa presidenta utilizou esta expressão, denotando sua indignação e querendo que, dela, participemos.

Ora, discurso perfeito e perfeitamente ensaiado, com alteração de voz, de expressão facial, de olhar a cada um como se apenas um a estivesse ouvindo.

Contudo, peço venia a nossa diligente presidenta, para acrescentar ao termo mais cunhado do discurso: “é inadmissível”... que o INSS trate a todos como ANIMAL PEÇONHENTO.

Sim, pois estamos diante de uma das situações que mais coloca em xeque a prédica da mulher mais importante da nação brasileira, vez que a dignidade humana (digno, nobreza, respeitabilidade+criatura humana, ser moral) - elevada a princípio constitucional - não está sendo respeitada pela autarquia federal.

É inadmissível que um pai de família, uma mãe de família, enfim, qualquer cidadão espere, em média, três meses para se submeter a uma perícia médica, a fim de constatar, ou não, se reúne condição de continuar trabalhando ou deva ser concedido o benefício auxílio doença, quiça, o de aposentadoria por invalidez.

'Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas'.

Então, presidenta, comece a fazer o que teu antecessor não fez, não fazendo só o que ele fez, discursos grandiloquentes, exagerados e de nenhum efeito prático que não fosse o de apenas enganar a massa brasileira. De citar, por um dos mais destemperados, quando Lula, em sua mitomania característica, disse que “a saúde do Brasil está próxima da perfeição”, isso lá no ano de 2006.

'Garanto às trabalhadoras e aos trabalhadores brasileiros que vamos continuar buscando meios de baixar impostos, de combater os malfeitos e os malfeitores e, cada vez mais, estimular as coisas bem feitas e as pessoas honestas de nosso país', disse.

ENTÃO, PRESIDENTA, FAÇA BEM FEITO NO INSS e não continue apenas na perfeição dos discursos, que mais parece deles ter nascido o Brasil, desprezando a contribuição de 500 anos.

Cláusula pétrea, inalienável, sem valor mercadológico, viga-mestra, assim é a dignidade humana - inerente a qualquer pessoa. E ao estado cabe sua promoção e proteção.

Então, presidenta, seria dispensável dizer que três meses de espera para o/a cabeça da família implica em três meses de aluguel atrasado, três meses sem salário para prover a despensa, pagar a fatura de água, da energia elétrica, enfim, alimentar e cuidar da família.

“Cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar incessantemente para acabar com a pobreza extrema em todas as regiões do país, significa enxergar o trabalhador como cidadão pleno de direitos civis”.

Então, presidenta, resolva o problema do INSS, dando materialidade ao discurso, a fim de que, de fato , o trabalhador brasileiro seja, concretamente, CIDADÃO PLENO DE DIREITOS CIVIS.