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sexta, 12 de maio de 2017

Gildo Volpato

Dia das Mães: dia de reverenciá-las, abraçá-las e beijá-las muito

No próximo domingo, mais uma vez se comemora o Dia das Mães. É uma data tocante, pois nos faz mais humanos, humildes e sensíveis, pelo menos, para todos aqueles e aquelas que nutrem sentimentos profundos, verdadeiros e nobres em relação à maternidade e à grande responsabilidade de amar e educar filhos na sociedade contemporânea.

Por mais forte e “autossuficiente”, por mais avançado nos estudos, títulos, posses e bens materiais que possa ser um ser humano, há que se prostrar e referenciar aquela que nos gerou, acompanhou, amou, educou e sabe como ninguém como de fato somos e o que realmente temos em nosso coração. Isso é tão natural quanto a geração. E, por tal força e reconhecimento, homenageá-las se fez cultura em todas as épocas.

A arqueologia registra que, na aurora do tempo, já se oravam às denominadas Vênus pré-históricas, que eram estatuetas que retratavam figuras femininas exuberantemente grávidas, prestes a se tornarem mães.

A comemoração mais remota do Dias das Mães tem origem na Grécia Antiga, onde a entrada da primavera era comemorada por Reia, a Mãe dos deuses. A tradição de homenagem às mães continuou com as festas em honra à Cibele, também chamada Magna Mater (Grande Mãe).

Depois de cristianizado, o Império Romano continuou celebrando o Dia das Mães, mas no quarto domingo da Quaresma, em honra à virgem Maria e à igreja-mãe. Contudo, foi só no Século XVII, na Inglaterra, que o quarto domingo da Quaresma passou a ser conhecido como "Domingo das Mães". O Dia das Mães se tornou um dia importante para os criados, pois passaram a ter folga nesse dia para visitarem as suas igrejas-mãe, com suas mães e restante da família. Os feriados ainda não tinham sido inventados, por isso o Dia das Mães era para essas pessoas a única oportunidade de estarem em família. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson e passou a ser comemorada no dia 9 de maio. Aos poucos, a homenagem foi se espalhando para outros países.

No Século XX, a jovem americana Anna Jarvis perdeu sua mãe e entrou em depressão. Preocupadas com ela, suas amigas resolveram dar uma festa para perpetuar a memória da mãe de Anna e, ao mesmo tempo, tentar animá-la. Anna quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, independente de estarem vivas ou mortas, e, em pouco tempo, a comemoração se propagou pelos Estados Unidos.

No Brasil, o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Todavia, foi em 1932 que o presidente Getúlio Vargas oficializou o segundo domingo de maio como Dia das Mães no nosso país. Em 1947, a data do Dia das Mães passou a ser incluída no calendário oficial da Igreja Católica no Brasil.
Para melhor expressar esse sentimento universal da humanidade, nada melhor que a voz do poeta Carlos Drummond de Andrade:

“Por que Deus permite/ que as mães vão-se embora?/ Mãe não tem limite,/ é tempo sem hora,/ luz que não apaga/ quando sopra o vento/ e chuva desaba,/ veludo escondido/ na pele enrugada,/ água pura, ar puro,/ puro pensamento./ Morrer acontece/ com o que é breve e passa/ sem deixar vestígio./ Mãe, na sua graça,/ é eternidade./ Por que Deus se lembra/ - mistério profundo -/ de tirá-la um dia?/ Fosse eu Rei do Mundo,/ baixava uma lei:/ Mãe não morre nunca,/ mãe ficará sempre/ junto de seu filho/ e ele, velho embora,/ será pequenino/ feito grão de milho”.

E concluo com o “Presente à mamãe”, de Marcos Aguiar, que diz: “Às mães de todo planeta/ ofereço o brilho de um cometa/ para tal beleza comparar/ sem jamais pestanejar/ por Deus abençoada/ por Maria imaculada/ de seu ventre surge a vida,/ mãe, tu és consagrada”. PARABÉNS E FELIZ DIA DAS MÃES!