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terça, 12 de junho de 2012

Jucemar Rampinelli

A história de um povo. Quem vai contar?

Nos encontros dos Cafés Bergamascos nos deparamos com um público bastante experiente e com uma história de vida fantástica. São senhoras e senhores já octagenários e nonagenários, 'orbitados' por nós, um pouco mais novos.

São essas senhoras e senhores que devem contar a história do Rio Maina. Histórias que, apesar do tempo, não apresentam qualquer vestígio de poeira. Estão bem vivinhas e esperando para serem eternizadas.

Mas, eternizadas como se não nos levantemos a tempo e modo, a fim de registrar tão rica cultura? Marcar para todo o sempre como, se a cada falecimento um texto, um parágrafo, uma frase se perdeu sem que fosse registrado?

Quando iremos começar a escrever?

Não há na cidade de Criciúma uma região como a do Rio Maina. A cultura, os costumes, crenças e tradições trazidas pelos primeiros imigrantes italianos perduram vivas, atuais, presentes como se eles estivessem chegados ontem.

Se contamos com mais de doze décadas de vida, o que explica não contarmos, ainda, a nossa história? Por que temos somente um livro publicado, quando as fontes e temas são inesgotáveis e reclamam – URGENTEMENTE – que sejam escritas?

Se estas senhoras e senhores partirem, como temos visto que estão partindo, o que nos restará? Como vamos documentar se não tivermos a mais ninguém perguntar?

Quando iremos começar?